À UM NOVO E MADURO AMOR

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Misterioso e secreto olhar que em um brinde rosso, fixa e encara, permitindo assim a descoberta de sentimentos nunca sentidos.
Drummond, é fácil entender quando você faz citações, sobre aquela energia que toma conta do corpo como uma corrente elétrica, quando tocamos a pessoa certa. Ler-te apenas não basta.
Quando sós, longo é o tempo de reflexão, solidão, lembranças de bons e decepcionantes momentos, mas esperar pacientemente sempre será uma boa estratégia, porque assim as chances de lamentar aventuras ficam distantes. Não devemos sequer imaginar nossos olhos fechados por ressaca moral, e despencando ao ocaso. Então contemplemos um novo tempo! Tempo de novas crenças, tempo de novos desafios, tempos de mudanças.
Celebrar, talvez seja essa a palavra que mais se encaixa, quando contemplamos a maturidade, que traz junto, a cultura (condição sine qua non para enclausuramento na mente), o sucesso e a medida do toque. Ah! O toque….o poder do deslize e do encontro.
Encontro de almas banhado pelo bálsamo do amor.
Quebrar o absoluto silêncio interno, onde só o tilintar do nosso esqueleto era ouvido antes, e deixar que uma música suave, penetre lubrificando até a mais impossível das entranhas, nos fará renascer com uma Phoenix.
Aquele fogo que nos ateamos outrora, na tentativa da total entrega ao abandono do amor, servirá agora para aquecer nossos corpos em momentos e movimentos que pensávamos não serem possíveis jamais. Quanta insanidade, pensamos agora. Quanto desperdício de tanta matéria pulsante, e experiente. Quantas possibilidades de novas descobertas, de desbravamentos de novas emoções.
O amor maduro, não é em nada menos intenso do que aquele da adolescência, quando borbulhamos hormônios em nossas veias. Ele traz o real conhecimento de cada centímetro quadrado dos nossos desejos. É conhecedor das palavras, das poesias, dos perfumes, dos bons vinhos e da necessidade do colo no momento exato em que seremos bons divãs. Onde teremos a ausência total do EU TE AMO, que quando um dia se fizer presente, será consciente do seu real significado.
Viajemos então…essa jornada será só nossa, e nos permitiremos a intensidade no sentido pleno da palavra. Se um dia nos tornarmos apenas uma lembrança, que ela seja seja linda e capaz de nos fazer homenageá-la em grande estilo.
Me perdoe Kundera, mas quero sim, a sustentável leveza do ser!
AF

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