MORTE A MORTE

image

Viajando nas minhas alusões , ilusões e conclusões (quase sempre precipitadas), chego ao meu veredicto: Eu condeno a palavra morte a cair no esquecimento, a ser apagada do meu dicionário, por seu tom mórbido, arrogante e por conotar dor. Não quero conjugá-la em nenhum de seus tempos verbais nunca mais, por ser dolosa, traíra, e cheia de má fé. Vou substituí-la por outras que realmente dêem o sentido exato ao prêmio, que é o apagar dos sentidos da nossa matéria. Ultimamente o silêncio, e lembranças de adocicados sorrisos, ternos olhares, e sinceros amores é o que tem me restado e se juntado à minha estrada solitária, parece até terem combinado fazer a travessia um após o outro…me enlouqueço qualquer hora, por falta de tudo não ter sido combinado antes. E agora? Digo tudo o que penso? Me torno indomável? Afinal o amanhã não está garantido a ninguém!
Parte de mim se tornou saudade, e a outra…entre seguir a vida e continuar a luta, me leva ao encontro desse grande mistério que em nada me assusta. Prefiro então arriscar, passagem, descanso, viagem, renascimento, volta pra casa, ou outras que transformem essa tensão corrosiva em paz e canção, porque assim, tantas perdas se tornam sustentáveis, e me fortaleço contra a tirania do tempo.
Sigo o meu coração, sem lamentação, inconformismo, e evocação, tudo enfim parece ser temporário. Sim, tenho saudades e tenho razão para sentir saudades. Foram paixões, amizades, amores, todos colocados em sono profundo…e curto assim espero, que me fazem lembrar com ênfase a alegria de seus sorrisos, e não o apavorante silêncio deixado. Já são tantos a me esperar do lado de lá, que nem consigo contar, só seguir em frente, com frenesi, com vigor, como um vulcão cuspindo amor. Agora…
Vamos dizer que não tenho mais nada o que dizer.
Então sento e fito sem pavor e com amor, a minha porteira para o universo!
AF

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *