…Paixões

 

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Minha primeira grande paixão chamava-se M.
No primeiro dia em que eu o vi, pensei: é ele. E tive umas palpitações que hoje me fariam procurar um cardiologista. Ele apenas sorriu com os olhos.
M falava pouco, mas tinha um olhar capaz de adoçar o mar. Ou furar concreto. Seus olhos falavam e em estéreo. Durante anos, fui apaixonada por ele.

Então conheci o F.
Ele gostava de falar “quicá”. Gosto dessa palavra até hoje, que eu traduzo e vejo como uma formiguinha em dúvida. A dúvida é um privilégio dos seres humanos especiais. F foi especial, mas terminou em irmandade. Não demorou até aparecer o sideral S, que conheci em um dos meus bordejos de moto lá em Brasília. Ele me ensinou que o mundo é pequeno, que as noites são grandes (e tocam jazz), e que o infinito cabe num segundo. S foi um presente.

Minha quarta paixão foi um amor de mar. Seu apelido era T. Um grande amante, lutador e inesquecível companhia. Parceiro para todas as horas. Ele é um daqueles ciclos que encerramos e nunca saberemos o porque! Esse sim merece a analogia com um belo pôr do sol ao entardecer no mar. Era praia de manhã, praia à tarde, praia à noite (e o resto é mar).

Mas acabei ficando só comigo, eu que me dei o que um ser humano pode dar de mais precioso: seu tempo. Além de seus melhores pensamentos e mais elevados sentimentos.
Vez em quando passam uns mini tufões, que não causam estragos, apenas deixam lembranças, como as de show pirotécnico em 31 de dezembro, mas que no dia seguinte acordo para o meu novo tempo, cheia de esperança de encontrar o que chamam felicidade!

AF

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