SACO CHEIO, SACOLA VAZIA!

image

Quem madruga é ajudado por Deus, quem não lavora não prospera, enquanto descansa, carrega pedra…
Ando assustada com a carestia. Revolta não é o meu forte, mas um hábito que eu não tinha e tenho praticado até na frente do espelho, é soltar aliviantes palavrões. Também nunca desejei o mal pra ninguém, mas ultimamente ando querendo mais noticias de funerais.
Francamente, lá pelos idos anos, tudo era mais fácil e simples…hoje em dia a coisa anda tão cavernosa, que me lembra um tempo onde tudo que comprávamos, trazia como brinde uma pilha de etiquetas de preços sobrepostos, de arrepiar todos os pelos do corpo. Sem excessão. Quantas vezes chegávamos e tínhamos que guerrear contra aquelas maquininhas indigestas que atiravam e nos cravavam etiquetas, que a cada segundo traziam novos e maiores algarismos. Se não fossemos rápidos e estratégicos, teríamos que nos despedir de muitos mais larjans.
Segundo os conselhos de Sun Tzu (general chinês do século IV aC, profundo conhecedor das manobras militares, e que escreveu A Arte da Guerra, ensinando estratégias e táticas de combate), estudemos a movimentação dos inimigos e desenvolvamos estratégias de resistência. Obtenhamos um método infalível para ter sucesso e nunca mais ter que sofrer…
Diz ele que, existem cinco fatores que nos permitem prever qual dos oponentes sairá vencedor em uma contenda: aquele que sabe quando deve ou não lutar; aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo; aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados, unidos de acordo com suas propostas; aquele que está bem preparado e enfrenta um inimigo desprevenido; aquele que é um general sábio e capaz, cujo soberano não interfere.
Mas o que o general tem a ver com os preços altos? Sei lá. Deve ser a minha vontade de guerrear, de lutar contra esse sistema onde só enxergo dois tipos de políticos, aqueles que levantam grana para fazer política e os que fazem política para levantar grana. Tô de saco cheio, saco e não sacola. Essa anda cada dia mais vazia. O que anda cheio, são os noticiários, escritos e falados. Cheios de escândalos, das maracutaias e conchavos, arquitetados por aqueles que conseguiram o poder, pela anuência dos incautos. Trocando a confiança por esmolas, bem como fizeram os portugueses com seus espelhinhos.
Sinto dor, vergonha e desespero, misturado ao desejo de ver minha nação passada a limpo, ainda que isso custe a Arte da  Guerra, porque o povo unido jamais será vencido.
O poder do povo ecoa!
AF

4 Replies

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *