SANTO VINHO

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Vinhos Santos tintos e tantos, donos da sapiência do viver sem se reconhecer e dos prazeres infinitos. Entre o ácido o doce e o amargo, o eterno desafio de encontrar palavras que descrevam o gosto, o perfume e o abalo sensorial que só ele provoca em nossas papilas. É boa a sensação de não nos encontrarmos, de nos tornarmos secretos e inventarmos as nossas alegrias, de nos livrarmos do nosso egoísmo e dividirmos nossas garrafas em longos goles que descem lentamente pelas gargantas dos que nos são caros, raros. Não nos escravizemos com o tempo, não nos martirizemos, e sem nenhuma trégua nos embriaguemos de ilicitudes, de orgias mentais e muito vinho. Como achardes justo.
Queiras o amor, perdido num instante, insano e borbulhante, transbordante como espumante, para bebê-lo até a última gota.
Teças sonhos irreais…deixe o paladino audaz e místico te acompanhar nas brumas da tua embriaguez. O ébrio inventa amores, fantasia, reconhece os sabores das adamascadas frutas secas, das brancas trufas..e permite que o adentre o seco, o rasgado, o encorpado e amadeirado.
Solte palavras sussurradas ao vento…
Nossas almas preferem um copo de vinho à mais requintada das refeições, porque o estômago dos nossos sonhos necessitam mais de ilusões do que de alimentos.
Tim Tim.
AF

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